sexta-feira, 13 de março de 2026

Resumo da Campanha: Invasores do Vazio

    Após escaparem da destruição de Paloo, capital do reino de Areth, o grupo formado por Gaelle, Wren, Xull, e Aghors, seguiu para a cidade próxima de Bocacroma em busca de Fortúle, antiga companheira de tripulação de Gaelle envolvida em contrabando. Em Bocacroma eles visitaram uma loja de itens mágicos chamada A Harpia Genial, localizada em uma torre de dois andares de pedra finamente esculpida, com altas prateleiras de madeira trabalhadas por elfos e protegida por um elemental do gelo. A dona da loja, Moirín, uma meia-elfa com sotaque rosiano — com entonação musical, vogais alongadas e um leve enrolar do “r” — emprestou a Wren uma cópia espectral do livro “Sob o Véu de Azuramar: Detalhes sobre Eventos Arcanos”, de Alen Drayth, que desapareceria após cinco dias. A partir dessa leitura, Wren concluiu que a destruição de Paloo havia sido causada por um Evento Aberrante, fenômeno mágico associado a criaturas aberrantes vindas de outra realidade. O grupo então deixou Bocacroma em uma carruagem conduzida por um cocheiro chamado Cyril com destino à cidade de Relvas. 

    Durante o trajeto passaram a noite em um vilarejo cujos moradores os receberam cordialmente, especialmente uma parteira que lhes ofereceu abrigo; porém, ao acordarem no dia seguinte, encontraram o local completamente arruinado e com aparência de abandono de séculos, restando apenas um medalhão encontrado por Gaelle com a imagem intacta da parteira. 

    Em Relvas encontraram um mercante anão chamado Golgolin, que forneceu informações sobre agentes da organização Mão-de-Vidro e indicou que Fortúle havia sido levada para um laboratório escondido na floresta de Areth. No local os aventureiros encontraram uma instalação avançada protegida por agentes da Mão-de-Vidro e dois golens de carne criados pelo Doutor Cillian. O doutor revelou ter sido responsável por experimentos realizados em Wren e tentou convencê-la a continuar tais experimentos para ampliar seus poderes, além de sugerir informações sobre seu passado. Wren recusou e ocorreu um confronto; durante a batalha um surto de magia selvagem de Gaelle a transformou temporariamente em um dragão azul adulto, o que contribuiu para a vitória do grupo. Fortúle foi libertada dos experimentos, os assistentes do doutor foram mortos e, após interrogatório infrutífero, Xull matou Cillian partindo-o ao meio. Também foram resgatados três indivíduos alterados por energias planares: Horas Sutharlan, afetado por Einarion (plano feérico); Zhamvokk, afetado por Intirtha (plano demoníaco); e Nite, afetado por Iokedin (plano celestial). 

    Com a ajuda de Fortúle, o grupo decidiu recuperar o antigo navio de sua tripulação, o Tortola, que havia sido roubado pela Mão-de-Vidro junto com um carregamento de cristais mágicos de ryol e levado para a cidade de Nystad, na ilha de Eternobos. Wren utilizou um círculo de teleporte para levar o grupo ao Navio Afundável, submarino pertencente aos Hidronautas, uma tripulação de gnomos exploradores. O submarino estava ancorado na cidade de Dishek, na costa de Durukan, território controlado pelo Império Akseliano, mas recentemente capturado pela rebelião formada por Areth, Bergen e Ser Dvetrik, a Aliança Divergente. Em Dishek o grupo negociou com um cavaleiro de Areth chamado Niko Leontinus, aceitando portar o brasão de sua casa em troca de acesso ao general que comandava o cerco à capital durukani, Yekkaral. No campo de cerco eles conheceram o general Blade, um terian — descendente de teriantropos com poderes limitados de sua linhagem — que concordou em ajudá-los a obter um navio para Nystad se participassem do cerco e eliminassem Tallan, o mago da corte que protegia o rei de Yekkaral. Durante o confronto final no cerco, além de Tallan surgiu inesperadamente o príncipe do Império Akseliano, Harald Aksel. O grupo venceu o combate, porém Fortúle morreu durante a batalha. Blade cumpriu o acordo e forneceu um navio para a viagem até Nystad. Antes da partida, os aventureiros realizaram um favor para uma clériga local de Yekkaral que prometeu curar o olho de Wren caso lidassem com um necromante; durante esse episódio ocorreu outro surto de magia selvagem de Gaelle que fez com que sua Varinha dos Segredos se tornasse viva e consciente. 

    O grupo então navegou em direção a Nystad acompanhados da gnoma Pudu dos Hidronautas, fazendo uma breve parada em Sikhurdi para adquirir suprimentos e equipamentos, e durante a viagem receberam a visita de um aarakocra chamado Iakkaed, que conversou brevemente com Gaelle. Ao chegarem em Nystad falaram com o barman Kleknin, que os direcionou ao Mestre-dos-Portos. Ele explicou que havia sido ameaçado por membros da Mão-de-Vidro para aceitar o navio roubado e informou que eles haviam passado pela cidade uma semana antes da chegada do grupo, no dia 24/07/1183. Ao se dirigirem para o interior da cidade, os aventureiros foram confrontados por membros da gangue Cicatrizes da Noite, o que resultou em um confronto que destruiu tanto os inimigos quanto parte do bairro; um bandido capturado não forneceu informações úteis e, após esse evento, Hail se separou do grupo de forma misteriosa. Um mendigo chamado K explicou a situação local: a Mão-de-Vidro pretendia vender o ryol para as Indústrias Glensk, monopólio industrial fundado pelo inventor Lundud Glensk, enquanto parte do carregamento havia sido confiscada pela marinha da cidade. Com a ajuda de K, apelidado de Tusk pelo grupo, que era ex-membro da facção rival Espinhos da Rosa, o grupo procurou o representante da organização, Oppleby, em uma taverna. Juntos planejaram infiltrar-se na fábrica principal das Indústrias Glensk, com os aventureiros servindo de distração enquanto Oppleby procuraria o carregamento de ryol. 

    Na noite anterior à operação, Wren e Gaelle foram até uma igreja em busca de cura e encontraram Florian, irmão tiferino de Gaelle, que informou que sua avó Aurora havia falecido e que era a ama da família; Gaelle também passou a suspeitar que Florian tinha ligações com as gangues locais. 

    No dia da invasão da fábrica, o grupo enfrentou engenheiros armados e autômatos, mas acabou caindo em uma armadilha na entrada quando uma nuvem tóxica os incapacitou. Durante o confronto Xull morreu. Após a derrota, Oppleby conseguiu recuperar o carregamento de ryol e dividiu parte com os aventureiros. Gaelle consumiu parte do cristal para ampliar seus poderes e o restante foi vendido. Aghors decidiu deixar o grupo para levar o corpo de Xull de volta às Tribos Orc. Ainda investigando a presença da Mão-de-Vidro em Nystad, o grupo descobriu através de Florian que agentes da organização estavam escondidos em um armazém local. No local encontraram também Kaiman, um monge draconato branco que procurava a organização por acreditar que ela estava ligada ao desaparecimento de seu irmão. Após uma batalha no armazém, capturaram um agente da Mão-de-Vidro reconhecido por Gaelle de encontros anteriores e seguiram até Malin Drosk, líder da organização em Nystad. 

    Em vez de uma líder violenta, encontraram uma vampira deprimida e suicida que explicou a origem da Mão-de-Vidro: a organização havia sido criada por uma elite secreta em Alira, região capital do Império, para lidar com os efeitos da Convergência. Os experimentos humanos e as operações brutais, incluindo massacres em territórios orcs para obtenção de ryol, eram tentativas de preparar forças capazes de lidar com ameaças vindas do Mundo Profundo. Após descobrir essas informações, o grupo decidiu abandonar a perseguição direta à Mão-de-Vidro e focar em impedir a própria Convergência. Tusk, Wren e Kaiman concordaram em ajudar nesse objetivo, enquanto Gaelle aceitou com certa relutância. Kaiman explicou que buscava seu irmão Zeronin, um draconato preto de Matronir que havia partido em busca de uma antiga lenda relacionada às Essências Elementais. A única pista que possuía era que Zeronin havia viajado para Kaldrea, o continente mais ao norte de Einari, nome do planeta. A decisão de seguir para Kaldrea marcou o encerramento dessa campanha e o início da próxima.

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